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Cromos

  • CROMO 13- Chamou-me tudo o que quis… e eu não fiz nada

    Chamou-me tudo o que quis… e eu não fiz nada – Can I get you a drink? Eram dez e meia da noite, tínhamos acabado de ensinar adultos com dificuldades, eu estava exausto e queria ir para casa. Mas ele insistia: – Come on, just one beer! I’ll get it! Não tinha ninguém à espera, […]

  • CROMO 12 – Achava que as portuguesas eram como as laranjas…

    Achava que as portuguesas eram como as laranjas… Era um professor inglês, sem ser demasiado “british”. Era até bastante simples e simpático. Ria-se muito e parecia querer tirar prazer das pequenas coisas, viver cada momento com intensidade. Gostava de todas as pessoas em geral, não se metia em intrigas, dava-se bem com todo o pessoal […]

  • CROMO 11- Passou a noite na encosta do castelo de Leiria

    Passou a noite na encosta do castelo de Leiria Era professor no IF. Não fazia ondas, tentava ensinar o melhor que sabia e os alunos gostavam dele. Um dia chegou ao IF de Leiria muito cedo, pouco passava das dez da manhã. Tinha aspecto de quem não tinha dormido, a cara por lavar, as roupas […]

  • CROMO 10: Queria vir… para praticar espanhol

    Queria vir… para praticar espanhol. Este é um cromo que nunca o foi porque não chegou a ser seleccionado. Quero apenas referir este caso, porque na altura me indignou muito. Quando colocávamos o anúncio no Guardian a pedir professores, pedíamos que escrevessem uma carta, para sabermos porque razão queriam trabalhar em Portugal. Todos os candidatos […]

  • CROMO 9: Não veio… porque era coxa

    Não veio… porque era coxa. Um ano ficou decidido: era melhor entrevistar os candidatos em Inglaterra. Conhecê-los pessoalmente antes de lhes oferecer emprego. Já estávamos a ficar fartos de cromos, de os mandar vir olhando para o currículo e para a fotografia e depois “ enfiar barretes”. Havia uma candidata que parecia ideal: muita experiência, […]

  • CROMO 8: Levei-o a comer carne… e ele desapareceu.

    Levei-o a comer carne… e ele desapareceu. Este candidato era de Dublin. Chegou de mansinho, meio calado. Vestia-se bem, tinha ar de menino certinho, mas era evidente que não se sentia confortável neste nosso país tão “esquisito”. Olhava à volta, desconfiado com o clima (chovia quando chegou), desconfiado com as pessoas, desconfiado com a informalidade […]

  • CROMO 7: A professora que ‘reencontrou’ o pai em Portugal

    A professora que ‘reencontrou’ o pai em Portugal. (Esta não será a história de um”cromo”. A menos que possamos falar de “cromos positivos”, sem sentido pejorativo). A professora era irlandesa. Em conversa de café, disse-me, com os olhos turvos, que a relação com o pai não era muito boa. A mãe já tinha falecido e […]

  • CROMO 6: O professor “amigo” do álcool

    Tinha cerca de quarenta anos. Era um inglês simpático e até se esforçava por ensinar bem. Não seria um professor excelente, mas os alunos gostavam dele. Só que se notava nele, no seu comportamento, que tentava encobrir qualquer coisa. Era contido em tudo o que fazia, parecia pouco natural no modo como tentava ser “bom professor”. […]

  • CROMO 5: o professor do assobio

    Dele, todos se recordam da maneira original como explicava a gramática no quadro: fazia grandes movimentos com o dedo bem esticado, acompanhados de sonoros assobios. Por exemplo: “na interrogativa o sujeito vai depois do auxiliar (pi… pi…), o ‘do’ junta-se a ‘not’ e fica don’t (pi… pi…), etc”. Era um método […]

  • CROMO 4: o professor que queria uma casa na praia

    Eu estava no café Cimarina e vi estacionar uma carrinha de matrícula inglesa perto do IF. Era “ele”. Tinha-me dito que vinha de carro, mas naquela velha carrinha adaptada espera-se que surja um turista “pé descalço” e não um professor de inglês. Vi sair um rapaz […]

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