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IF Memories

  • CROMO 20 – O professor que faltou às aulas por causa de uma melga

    O professor que faltou às aulas por causa de uma melga Era um professor do norte da Inglaterra, matulão. Recordo sobretudo que tinha umas mãos enormes. Era demasiado sério, mas nas aulas era simpático e os alunos gostavam dele. Naquele dia não apareceu no IF para dar aulas. Não mandou recado nem telefonou. Pura e […]

  • CROMO 19 – professora que chorou por ser sexta-feira à noite

    A professora que chorou por ser sexta-feira à noite Estávamos no IF da Marinha Grande. Já passava das dez da noite, as aulas dos adultos tinham terminado. Fechámos o IF e, já cá fora, eu disse “have a nice weekend!”. Não percebi a resposta dela mas notei que estava a chorar. Era uma professora irlandesa […]

  • CROMO 18 – A candidata a professora que não sabia inglês

    A candidata a professora que não sabia inglês Era brasileira e disse que queria uma entrevista com o director do IF. Falei com ela. Era muito viva, muito convencida. Queria um lugar como professora. Disse que tinha tirado vários cursos de inglês no Brasil, que tinha boas habilitações para ensinar. Olhei para o currículo e […]

  • CROMO 17 – A professora “cabrona”

    A professora “cabrona” Ouço bater à porta do meu gabinete e mandei entrar. Era a professora nova, que chegara há pouco tempo para substituir uma outra que tinha voltado para Inglaterra por não aguentar o nosso frio. Era franzina, alourada, inglesa. E vinha com olhos de chorar. Sentou-se e começou aos soluços, enquanto explicava o […]

  • CROMO 16 – O professor que passou cá o Natal… e se arrependeu.

    O professor que passou cá o Natal… e se arrependeu. Era um rapaz ainda bastante novo, vinte e tal anos. Voluntarioso, arrojado, por vezes impertinente. Tinha um sorriso gozão, que gostava de exibir em relação a tudo o que se pudesse comparar com a Inglaterra: a nossa maneira de trabalhar, os nossos costumes, o nosso […]

  • CROMO 15 – O crava

    O crava Trabalhava no IF um professor que era irritantemente crava. Não perdia uma oportunidade para comer ou beber sem pagar. Chegava a ser descarado. Se eu estivesse no café a falar com amigos e ele entrasse, era certo e sabido que ele se ia sentar à minha mesa e mandava vir um café, uma […]

  • CROMO 14 – Exageros à americana

    Exageros à americana Trabalhavam dois professores no IF que eram americanos. Com eles fui aprendendo que na América é tudo à grande. Para eles “bom” é suficiente, “muito bom” é razoável e para se ser bom tem de se ser considerado “excelente”. Reparei nisso ao ler os currículos que enviaram. As notas deles eram altíssimas, […]

  • CROMO 13- Chamou-me tudo o que quis… e eu não fiz nada

    Chamou-me tudo o que quis… e eu não fiz nada – Can I get you a drink? Eram dez e meia da noite, tínhamos acabado de ensinar adultos com dificuldades, eu estava exausto e queria ir para casa. Mas ele insistia: – Come on, just one beer! I’ll get it! Não tinha ninguém à espera, […]

  • CROMO 12 – Achava que as portuguesas eram como as laranjas…

    Achava que as portuguesas eram como as laranjas… Era um professor inglês, sem ser demasiado “british”. Era até bastante simples e simpático. Ria-se muito e parecia querer tirar prazer das pequenas coisas, viver cada momento com intensidade. Gostava de todas as pessoas em geral, não se metia em intrigas, dava-se bem com todo o pessoal […]

  • CROMO 11- Passou a noite na encosta do castelo de Leiria

    Passou a noite na encosta do castelo de Leiria Era professor no IF. Não fazia ondas, tentava ensinar o melhor que sabia e os alunos gostavam dele. Um dia chegou ao IF de Leiria muito cedo, pouco passava das dez da manhã. Tinha aspecto de quem não tinha dormido, a cara por lavar, as roupas […]

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